Com trabalho integrado, Cruzeiro otimiza recuperação dos atletas durante a Copinha

  • Gustavo Aleixo
  • 10/01/2019 17:30
Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Desgaste. Esta é uma palavrinha que habita o dia a dia dos atletas que disputam a Copa São Paulo. De olho nesta fadiga, tanto física, quando emocional, o Cruzeiro se preparou para oferecer a melhor e mais rápida recuperação para os atletas celestes, através de um trabalho integrado entre preparação física e departamento médico.

“Temos que ressaltar esta integração com a fisiologia, na pessoa do Rodrigo Saar. Antes de qualquer atividade, existe a percepção do esforço, um questionário que nos dá as informações daquilo que pode ou ser feito com determinado atleta. Lógico que cada jogador se comporta de maneira diferente, tendo tempos de recuperação diferentes. Pela percepção, você tem dados para tirar ou não atletas de um treino”, comentou o preparador físico Jefferson Souza.

“Temos também a fisioterapia e o departamento médico que, desde a Copa RS, vêm nos dando um suporte muito interessante nos trabalhos de recuperação do atleta. É visível o feedback positivo. Tivemos três jogos seguidos, e os atletas têm corrido 90, 95 minutos de alta intensidade, que o que a competição pede”, completou.

Como destacado pelo médico Leonardo Fantini, todo este trabalho acelera a recuperação e alivia as dores dos atletas, o que leva à diminuição das lesões. Todo este cuidado, no entanto, precisa da cooperação dos jogadores, o que vem acontecendo, como destaca o preparador físico Jefferson Souza.

“Se não ficarmos em cima do atleta para ele se alimentar, se hidratar e dormir, não adianta. Se os atletas não comprarem a ideia, não adianta. Mas nosso elenco tem esta consciência e por isso estamos colhendo bons resultados”, ressaltou.

O trabalho regenerativo

Durante toda a preparação para os jogos da Copinha, os jogadores têm se munido de equipamento e profissionais de primeira linha para otimizar a recuperação em meio à maratona. Com trabalhos na piscina e também na banheira de gelo, os jogadores passam por um processo de recuperação em várias “estações” com diferentes mecanismos regenerativos.

Abaixo, o fisioterapeuta Ricardo Pereira, Silas Parreiras e o preparador físico Jefferson Souza falam um pouco de cada uma das estações as quais os atletas cruzeirenses são submetidos.

Haihua
O Haihua é uma corrente eletromagnética que tem o objetivo de gerar analgesia e, em virtude deste eletromagnetismo, colabora para a recuperação dos atletas, no alívio de dor. É um mecanismo baseado na acunpuntura. A gente pede que o jogador faça uso do Haihua exatamente nos pontos que eles mais está se queixando, e o resultado é muito bom.

Massageador manual
Eles usam o massageador manual exatamente para dar mais dinamismo na sequência das estações. É um massageador elétrico que faz uma rotação, que ajuda na soltura da musculatura. Pode ser feito na coxa, na panturrilha, então, deixamos ele com os atletas.

Rolinho de liberação
Nos treinamentos, sempre antes de começar a atividade, os meninos sempre fazem este rolinho de liberação, que ajuda na mobilização do tecido muscular, articular também, quando se faz na coluna. Em determinada posição, ele vai soltando a musculatura anterior, posterior, a parte de dentro da coxa, panturrilha. Ficam dois atletas fazendo este rolinho.

Alongamento da parte posterior da coxa
Aproveitamos a parede, colocando os atletas com as pernas para cima, para eles alongarem a posterior da coxa, que é um músculo extremamente sobrecarregado no futebol. É uma estação que dura de 15 a 20 minutos, uma hora com perna só, outra hora comas duas, sempre variando a posição delas.

Bastão flexível e smart gun
Com este bastão é feito o deslizamento para ser feita uma liberação mais profunda. Junto deste bastão, tem do lado a smart gun, que é o que há de mais moderno no trabalho de massagem. Funciona como um martelete, que faz esta ação na musculatura, aprofundando ainda mais a soltura e a liberação, dando um conforto até na musculatura mais profunda. Com dois, três minutos, já melhora aquela contratura inicial.

Globus (foto de capa)
Os meninos sempre fazem depois dos treinos, principalmente quando eles querem um relaxamento. Assim, se usa esta corrente elétrica com este fim de relaxamento. Ficam dois nesta estação. Novamente, se usa o equipamento na região de maior queixa.

Treino do Cruzeiro Sub-20 - Regenerativo - 06/01/2019Trabalho com massagista e ventosas

O Willian Cunha (massagista) faz o trabalho de soltura de toda as costas, da parte posterior anterior da coxa e panturrilha. Se tiver alguma outra queixa, como na cervical, a gente vai dar uma soltada só nesta região. Ao lado, eu faço um trabalho com ventosas, em que se faz um vácuo sobre a pele do indivíduo, gerando um aumento da vascularização do músculo. Faço este trabalho de maneira dinâmica, fazendo a massagem, o deslizando com a ventosa. O resultado é fantástico.

Banheira de gelo
O gelo tem um efeito anti-inflamatório fantástico, também aliviando a dor. Com a banheira, você consegue usar a força interna da água, para atuar sobre o edema que o atleta tem após as partidas. Na banheira de gelo, você ataca, tanto o processo inflamatório, quando o edema. A sensação após a imersão no gelo, é de que você sai novo de lá. Como o tempo é curto entre um jogo e o outro, usamos este trabalho para acelerar a recuperação.

Piscina
A piscina é uma atividade que vai trazer um relaxamento melhor. Se não tiver a piscina, é interessante fazer a recuperação ativa através do trote para que se acelere a recuperação, levando oxigênio, nutrientes para a musculatura. Na piscina, a recuperação é ativa, mas sem impacto, o que é melhor, já que protege as articulações, então é algo que vamos utilizar, já que temos uma piscina à disposição.